sábado, 7 de novembro de 2009

a falta que sentem da luz

Olhava para baixo
Seios
Escondendo a vida
Cada pinta em meu colo
Representando amores
Ou noites de amor
São eles que escondem as palavras que nunca foram ditas
Os desejos nunca saciados
É ali que queima e arde o pecado
E eles gritam por mais
Eles suspiram nos sonhos com emoção
Escorrem vida junto com o suor do sexo
Eles me traem e sentem falta
Luz
Tem tanto espaço para novidades
Por vezes se escondem
Atrás de finas e frágeis blusas de algodão
Eles me encaram
Como ter tanto poder de representação
Como exasperar tanta lasciva
Soltos largados
Lembrando da boca
E sentindo ainda sua barba e pele fria
Suas mãos protetoras
E o vazio espaçado
Não há pele igual a tua
Ou ainda não haviam encontrado nada que os fizesse feliz da mesma forma
Saliva de sua língua escorrendo até o umbigo
E você já esta velho
Ou morto
Mas minha imaginação ainda tem muito a dizer
Eles gostavam de se aquecer lá quando podiam
Como um feitiço que fora posto
E a única lembrança deles é em sua cama
Esperando
Sem o medo de sua morte iminente
E por que teriam?
Eu ainda grito por eles
No silencio da telepatia doente
E eles choram a sua falta
Mas você esta morto
Nunca mais a vida irá ser arrancada em um gemido por você
Não como você fazia
Eles se descobriram os mais belos no seu colo
Em seus longos discursos de loucura
E para mim era a única coisa que fazia sentido
Temo que nunca me entenda
E porque um dia eles desejaram morar nos seus lábios
O lunático está sempre nos meus mamilos
Pensam em você
E em seus olhos de desejo
Que os mantinham vivos e jovens
Somos apenas homens e mulheres
Todos iguais em carne
Com desejos
E eu assumo minha loucura
E corro em direção a todos os precipícios, enquanto puder!
Se você der um sopro no ar
De loucura e falta de sexo que te arrepia
Falta de alguém que faça seus seios sofrerem com tanto tesão
De saudades dos dentes e lábios conhecidos
Ele voará até onde?
Ele terá o rumo de sua alma?
Eu sei de forma desesperada e sofrida
Que você está morto para meus seios
Mas eles ainda conseguem de alguma forma
Captar a vibração inaudível de seu caminho pos morte



E se em cada mão houver frieza?
E se a cada dia eu sentir falta do seu desejo pela solidão?
E se nunca mais te encontrar em tardes quentes
Quem vai limpar meu suor e me oferecer um gole de água gelada?
E se eu for tão hipócrita quanto meus seios?



Mas você fez a diferença
E marcou suas mão com tanta força em meus seios
Que eles não se encaixam em lugar algum



Eu estou em tudo que você viver
Em toda sua rejeição



Eu não te esqueço!
Não mais!



(eu amei você)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

estática loucura

Mesmo se você não está presente ou esta em todos os lugares
Mesmo se a vida foi ingrata com sua existência
Ou se um milhão de espectadores gritam pelo seu nome
Quantas linhas ainda existirão?
Quantos caminhos que você não seguiu e não esteve em lugar algum se não em sua cabeça.
Tanto faz se sou eu ou você
Poderia ter sido, entre as probabilidades perdidas.
Um pedaço de terra morna
O sol que queimava a pele ou então o estalo para a vida
Que ela nunca é sua, e nem do outro.
E a certeza de se estar aqui nega a existência humana
Ter leveza na vida é um grito surdo de isolamento
Todos iguais, ordinários.
As cabeças que definham entre um por de sol e a lua
Cabeças cheias demais pendendo pra morte
Nada foi escrito com tanta alma que permanecesse na memória coletiva
Nada que pudesse valer a pena
Um dia ordinário,
As pessoas não se cansam de viver a vida de ninguém
De andar passos sem ter um caminho, atolados com suas privações.
Hermeticamente desenvolvidas, e seus perfumes, sapatos, e pagamentos de fim de mês.
Tanta luxuria que não se tira o sumo de nada.
Uma alimentação baseadas em cascas...
E quando
Ou se ao menos em algum momento
O desespero emerge entre todas as coisas que estavam caladas
E tudo aquilo que se tinha pra dizer
Mas tanto tempo tinha se passado
O sangue segue o caminho de volta ao lar
Não existem sinos mágicos que nos direcionam
Não há ponto de partida se não a imaterialidade constante
E a falta de tempo
E o medo da morte, sem consciência que com a vida levada era melhor ter ido embora logo.
E a qualquer minuto vai acontecer
O nada, nada!
O lado escuro de tudo aquilo que viveu, e as coisas nem ao menos têm lados
Não adianta olhar em volta, porque não há nada.
E não se sabe ainda quem é quem
E porque você viveu tantos anos nessa confusa desconexão
Limpe, seja breve e rápido.
Aceitar o inexistente e o lado de fora
Porque há um monte de pessoas por aí e todas estão tão sozinhas quanto você
Só o que se pode fazer é gritar

(...)



Contaram-me que o professor não ia mais me ensinar
E eu não queria mais ser aluno de delinquentes como os humanos
Gritei em uma noite lua cheia e fui embora para dentro da terra
Estava tudo na minha cabeça
As vozes ecoando pelos meus olhos disseram para fechar as portas
Trancar-me dentro de um prisma
Progressivamente ocorreu minha desmaterialização
E tudo aquilo que eu havia experimentado durante minha estadia na terra
Foi refletida na vida daqueles seres sujos que ainda por tanto tempo habitarão o planeta.
Todos eles - sou eu
E eu nunca fui ninguém
E tudo é apagado em uma explosão de inexistência e solidão.


...silêncio!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Período

Os olhos profundos
Perdidos
Piscando no ritmo da batida do jazz
Inebriados por puro cansaço
Esquecidos pelo meu eu
Latejavam na face de intermédio
O encontro do líquido negro
Coma língua áspera
Amarga
Renascem para um estado de espera
Rodeada por Saramago
Marçal Aquino
Borges
Henry Miller
Poe
Sartre
Veríssimo
Vinicius de Moraes me encarando
E mais uma porrada de escritores
Dos quais a maioria não sei
Me encobriam com sua espera passiva
Provocavam-me aflição
A sua presença
Enquanto ainda estou correndo com o Buk nas mãos
E um novato saindo pela tinta de todas as canetas
E sempre o maldito e delicioso jazz
Meus óculos refletindo o verde das paredes
Uma camisa confortável e quente
Um sapato sujo e familiar
Carregando todo o peso de minhas angustias
Vomito referencias desconhecidas
Falo abertamente sobre a vida
Escrevo o ego
Dentro dessa jornada hermética
Nos sonhos de qualquer maça perdida
E não a minha

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Yes, you are!

Não uma história daquelas que prepara um cenário enfeitado de rosas pra encenar uma cena de amor à beira da piscina fumegante.
É mais um grito de orgasmo barato, exaurido, esquecido. Potencializado pela tua imagem, cantado pelo “back door man” no meio dos sonhos de meia noite.
Ele tem o poder de arrancar suspiros calados, desses de arrepiar os pelos do corpo todo, falava de literatura como quem lambe o bico do seio de uma gostosa. Eles são homens raros, despertam sorrisos maliciosos em lábios cansados de luxuria.
Veio caminhando passos rasos, e nunca chegou aos meus braços, só em minhas madrugadas solitárias.
Todo homem tende a ser escroto por excelência, mas ele expele descaso por todas as preocupações humanas, se preocupa com sigo e seu caralho duro. E só disso se satisfaz, e ele sabe que venho nutrindo esse desejo...
Mas seu olhar que foge as minhas coxas e decotes, e permanece estático e fixo, quando olho nos seus, me retribui porque sabe que não há como fingir a natureza humana, os instintos, a carne. E nisso constrói suas convicções.
Pra todos os homens desesperados, e pró ativos, és uma lâmina cortando as artérias, se sente cada vez mais afiado, e disso se faz assertivo. Pra tanta gente desinteressante, existe algum homem sensacional. Digo como um em quatrocentos mil. E ele me deseja.

Nós aprendemos inconscientemente, que tudo aquilo que nos é negado, grita de angustia pela libertação.
Eu quero expelir você de minhas entranhas. Nada virtual.
Ele me pergunta, esse filme ainda não vi, é bom?
Minha resposta é um sim, para todas as outras e menos aquela. O filme realmente era uma merda, acontece que jamais conseguiria dizer um não aqueles olhos de esquizofrenia carnal.
Foi ali mesmo, na porta, com todos nos esperando que ele me violou.
E pra esse tipo de coisa não há volta!

As mãos nos ombros, desceram pelo colo, roçando os com delicadeza desesperadora os seios. Passaram pela cintura e ao lado das coxas se estacionaram,
Você me tirou do centro de equilíbrio, eu nunca mais fui a mesma.

Hoje tudo que tenho a lembrança inexistente do teu sexo.
Enquanto você dorme e espera pelas próximas almas que sue magnetismo irá sugar.

“The man don´t know, but the little girl understand.”


... (definitivamente!)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

dizeres lúcidos sobre o tesão arrebatador

Feita de morte
De passado
Construção de desespero
Incompreensão
Desajustados visionários
Pessimismo inevitável
Vida de verdade
De fuga
Vida de sexo camuflada no amor
Quem não existiu?
E quem existiu?
Você enxerga além do corpo?
Somos todos sozinhos
E alucinados na busca do efêmero
Sexo
Sexo
Loucura
E um pouco de sangue
Andamos em pares
E os amores se repelem
Porque a trama dos fios está muito apertada
Porque já não encontramos a ponta dos fios da vida
Eu quero aquilo que não posso
Quero ser rejeição na sua virilha
Nadar na lua do desconhecimento
A falta do seu olha me ferve o desejo
Minhas glândulas expelem sexo
E quando o espectro se coloca nos ângulos
O vácuo preenche
E se tem a sensação de paralisia cerebral
Que diante os choques químicos
Não há humano resistente
Ontem eu sentada
A cinco passos de suas pernas e nádegas
Entrei em ti
Andei nos passos do teu converse surrado
Vesti teu jeans largado
E por tal morei na tua virilha
Usei tua camiseta preta
Usei tua imagem nas minhas fantasias
E a tua pele que reluz de contraste por tal brancura
Não consigo dizer sobre olhar
Tua presença me impele da visão direta
É peso da alma lasciva
O peso da atração desmedida
E o desejo descomunal
Brinco com suas passadas
Que não me peguei a tua força por completo
Estudo a voz
Ensaio a tentativa
Mas é muito pó pra pouca vida
Jura que não me nota
Que te quero feito cama vazia
Jura que me devora
Se um dia me encontra vadia

E esquece que eu não me contenho
Quando me pega distraída em suas asperezas masculinas
Finja não ver
Ou então não ser
Esse pedaço de loucura que me destrói a abstinência
E eu nunca te explico em poucas e sujas palavras
Mas te mostro na boca e na saliva
Não foge ao instinto latente
Veja-me alem da pele em pelos
Quero ver sangue escorrer
Lamber a pele
Matar minha sede
...E te deixar sedento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu queria ser o “dark side of the moon”

To aqui sentindo um resto de dor gotejando na minha cabeça
Esperando o próximo vento me jogar dentro da neblina
Procurando cores no seu espectro de ilusão
Eu sou progressiva a vida de qualquer raio de luz
Sou feita para julgar
Eu sinto tesão quando você coloca as mãos em mim
Vivo no eclipse da vontade de arrancar sua roupa
Escorre feito sangue de artéria, jorra!
Sua pele tem cheiro de sexo
E você nem sabe
Eu julgo você como o mistério
Espero não ter nada além de carne
Não quero amor de um corpo como o seu
É uma carnificina de romance
É o maior grito de gozo
Não sobra espaço para carinhos

Eu ainda estou ferida pela falta de amor
Mas mesmo assim quero nadar no prateado do horizonte
Nas maçãs azuis do infinito de meus rins
Seu sangue me provoca
Sua boca é feita de prazeres juvenis
Esquece as camisas
Anda pelas flores com escárnio
Faz pouco caso da minha lascívia
Desliza um pouco mais a mão
Que essa delicadeza esta me matando
Não vou esperar o passar dos anos pra ver que a vida foi embora
Para com esse tipo de bom moço
Porque do seu desejo eu já lambi
Pra que amor?
Amor eu tive com outro e chorei
Quero um momento de prazer e fim
E isso só com você
Só com você
Ando junto, e aos montes
Com malucos e desajustados
Mas um dia ainda te devoro

Queria ser tudo que você prova
Tudo o que você come
Tudo o que você deseja
Tudo que vem encoberto por nuvens e te fascina
Encontre-me sempre nos momentos de frieza
E descaso
Mas ainda assim te desejo
Eu tive você por entre as coxas
E mais nada
Tira minha roupa
Acaba com tudo de uma vez

Queria ser o Dark side of the moon
Pra ser delírio em sua vida
Pra você me tocar nas cordas do seu violão
Eu sei que agora
Enquanto você lê e se pergunta
Será que sou eu?
Você sente vontade das minhas mãos ingênuas em você
Mesmo que você tenha trancado todas as portas
Por entre todos os outros e nos dois
Somos apenas um desejo
Eu e você
E eu ainda devoro seu morango!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quiçá

Quem sabe um dia eu te encontro
Num buraco ou em algum beco
Esquecido nas ruas da minha amargura
Quem sabe um dia eu me permita
E não me negue
Viver tua pele aqui como já foi
Subir teu riso em tom de escárnio
Cantar tua boca na aventura
Num grito esquálido de esquecimento
Viver a boca de morango
Comer tua fruta
E esperar o temido
O desespero
O arrependimento
Da mágoa que causei
Da desilusão por ti
Em mim

Quem sabe um dia eu esqueço a velha cama
Esqueço os amores
E as mentiras todas que acreditei
Quem sabe eu dance com você
Quem sabe eu diga que te amo
Tanto quanto amo minha angustia
Cansei-me de ver tu esquecendo
Corta a corrente
Liberta-me de sua alma
Que eu não quero mais chorar
Vou correr em outro corpo
Vou voar com minhas asas
E sorrir
No toque do joelho
No olhar de encontro com o amor
Vomita-me
Acaba com esse teu vício
Que estou indo embora
Um passo de cada vez

Ontem eu me encontrei
Com a alegria do sorriso
E não era o teu
Senti a felicidade da pureza
E nunca fora tua
Segue que eu te calo
Por outras muitas
Que tu te faz feliz em qualquer seio
Ignora-me a felicidade
Devolva-me o livro que te dei
Me negue o amor teu
E o meu
Esquece

Quero viver de porta a fora
Sonhar a vida dos bem amados
Se for tão difícil ter você
Se de mim a falta não se faz
Joga no vento a culpa e medo
Esquece tudo apaga o abraço
E diz pra gente que te ama
Do que se faz seu embaraço
E nunca esqueça que sou gente

Pra que um amor se mal amado?